| 2007 |
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| 09:22pm 02/01/2008 |
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Foi o meu ano mais equilibrado de sempre, com projectos que resultam: O Pedro. A pós-graduação, quase a transformar-se em livro (ou em tese). O emprego. A harmonia com os pais. A independência.
Menos pânico e frenesim bom, menos amigos que nunca o foram.
Mais eu a recordar-me de quem me sonhei há dez anos e a tornar-me esse sonho pouco feérico.
Espero que em 2008 as coisas se mantenham.
Feliz ano novo! |
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| avé, planeta! |
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| 01:05am 26/03/2007 |
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a internet está a matar-nos, escreveu a karen uma vez em inglês. tudo nos expõe a todos, tudo aqui nos reinventa perante todos e todos nos são estrangeiros - para o bem e o mal, nunca para a verdade. esta geografia de suposições e tangentes que servem de afectos em html acabrunha. o pior das pessoas emerge. a melhor vingança é sermos felizes e sermos amados e sermos primitivos ao ponto de acreditar na santidade da água do Nilo e no poder anti-depressivo do sumo de maracujá e cantá-lo a toda a gente - em jardins públicos onde Lúcifer espreita, em vielas onde cismam velhas à janela, em quartos trancados com sabor a pestanas, em livejournals pacíficos vasculhados por quem tenta ser assim tão patético e ridículo e feliz e não o consegue. como já dizia um separador da mtv nos anos noventa LOVE COMES BACK TO YOU. assim como a miséria. |
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| 11:42am 21/12/2006 |
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Noutros tempos, era tudo uma língua, um ouvido, uma convulsão. Dançávamos sobre o sangue da coruja, possuíamos as pedras negras caídas da lua, oscilávamos ao ritmo das explosões solares. Os nossos corpos eram coral e vento, belos como a raiva, resplandecentes como os cornos vermelhos do macho de uma fêmea que se desagregou em espuma e nada. Grandes templos em aço e duralumínio coroavam a planta dos nossos pés. Marchávamos sobre a própria estrutura do planeta. Nossos olhos crateras de lama negra. Éramos fortes. Morríamos cedo.
Cesariny |
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